quarta-feira, 28 de maio de 2014

Hoje





Me identifiquei na hora que li, o que eu poderia dizer mais........ absolutamente nada...

No silêncio da noite, deixo-me ficar
Evoco os teus gestos e palavras
A saudade acaricia a tua ausência

À minha volta, o sentimento do já visto
Nem a poesia acalenta o fremir dos olhares
No ritmo das pálpebras
O murmúrio das lembranças
E a tua falta despida em minha solidão
Concedo-me ao desalinhar das emoções
E a alucinação de todas as vésperas
Em que te aguarda a minha espera
No anunciar de um novo dia
O pensamento cruza o horizonte
Buscando nas asas da serenidade
Um pouso para o olhar
A voz da saudade cala-se em minhas mãos
Sabe que há palavras que não se escrevem
Necessitam apenas do aconchego do peito
E da cumplicidade do sentir inconfesso
Há no alvorecer que me espreita
Um perfume de solidão
Que me convida a introspecção
Em torno de mim, os sonhos e desejos
Que em vigília anseiam por nós
Nas paredes nuas
O eco da minha respiração suspensa
E a sombra da inquietude das minhas mãos.
Mesmo as coisas inanimadas
Aguardam o som dos teus passos
Enquanto te retardas
Em vidas que não são tuas
By Fernanda Guimarães

Dryca, 2014

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