sábado, 21 de julho de 2012

Sobreviver







Sobreviver



Eu queria poder ignorar muita coisa ao meu redor e desligar a vida como desligo meu computador, esquecer os problemas e as dores que chegam ao meu peito de vez em quando. Sinto dores e dissabores agora, sinto frio de alma, o sorriso fugiu de mim a dias, as lágrimas insistem em rolar no meu rosto.

Tenho uma mulher inteira dentro de mim que estar sufocada pela sombra que me fere agora. Quero viver, quero sobreviver, só não sei como...




Dryca, 2012

sábado, 14 de julho de 2012

Eu vi você









Eu vi você



Desnudo de alma, exposto sem arma, homem revelado nos olhos que acalma.

Mistérios que te escondia e de mim afastava.

Hoje não te vejo, sinto e te desejo.

Nos teus olhos vejo o mar, límpido e tranquilo onde quero navegar.

Os meus sentimentos eu sei encontrar, sei sentir e sei guardar.

Basta sorri teu sorriso e o resto é amar.

Amor que mora em mim, e de mim quer transbordar.

Só nos teus braços eu sei ficar.



Dryca 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Silenciar








Silenciar



O silêncio pode matar

Ou simplesmente calar a vontade de trucidar

Pode doer e machucar

Ou simplesmente sufocar quem silenciar

Talvez eu morra de dor

Talvez eu morra de amor

Mais só o silêncio pode compor

Aquilo que eu clamo num ardor

Essa dor inimiga

Que insiste em me invadir

Que insiste em me consumir



Dryca, 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vício






Vício



Sorri quando você chegou

Sem saber você me domou

Uma fera acuada eu me tornei

E nesses lençóis eu me embriaguei

Dependente dessa droga eu me tornei

Agora eu deliro sem parar

Tentando e insistindo dessa droga tomar

Alucinar nos teus beijos ate me fartar

Não posso arder em chamas nunca mais

Ou perderei meus poderes ancestrais

Que um dia alguém me ensinou

Jamais entregar o coração ao a um andarilho sonhador.




Dryca, 2012

domingo, 24 de junho de 2012

Meu caçador







Meu caçador


No desejo insano de ser caça
No delírio voraz que me passa
Fui mais que presa exposta e casta
Fui solta fera devassa


Sugaste meu fluido quente
Me destes fantasias ardentes
Gritos e gemidos inconsequentes
Vem meu caçador indecente!


Trêmula meu corpo espera
Tua invasão rígida e sincera
Na cama e nos lençóis sonhar
Brincar de guerra e me devorar


Num beijo espero sedenta
Provar teu corpo atenta
Cada centímetro sentir
Teu sexo inteiro a me possuir


Quanto mais ainda vou esperar
Rolo na cama de desejo
Imagino tua língua consumir meu medo
E assim perdida me encontrar
E inteiramente sua poder me entregar.




Dryca 2012




sábado, 16 de junho de 2012

Infinito Particular




Hoje só uma poesia diz o que sou e sinto. O poeta escreveu e eu senti, e melhor eu canto pra você.
Não poderia dizer melhor...


Infinito Particular
Marisa Monte


Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Escuridão






Escuridão



Na escuridão da noite meu peito clama por luz

No breu dos acontecimentos só tua voz me seduz

Uma lágrima quente rola no meu rosto e uma dor ferina me reduz

Nada povoa meu pensamento agora onde fragmentos de vida me assola

Juro que eu queria gritar mais só o silêncio do momento pode me salvar

Uma morte certeira insiste em me rondar.





Dryca, 2012.